Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Conheça uma das principais causas de mobilidade crônica, de perda de qualidade de vida e de mortalidade.
O que é a DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica ?
É um estado patológico que se caracteriza por uma limitação do débito aéreo (ventilação), geralmente progressiva e com reduzida reversibilidade. A sua origem está normalmente associada a uma resposta inflamatória anômala dos pulmões à inalação de partículas ou gases nocivos.
As alterações patológicas pulmonares conduzem a alterações fisiológicas características, como a hipersecreção de muco, disfunção ciliar, limitação do débito aéreo, hiperinsuflação pulmonar, anomalias das trocas gasosas, hipertensão pulmonar e cor pulmonal. Estas alterações desenvolvem-se em função do processo de evolução da doença.
Quais são as causas ou os fatores de risco de contrair a DPOC?
O tabagismo e a exposição à inalação de partículas ou gases nocivos.
São grupos de risco as pessoas com:
-
Mais de 40 anos de idade, com história de tabagismo superior a dez anos;
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Atividade profissional de risco respiratório comprovado, com exposição a poeiras e a produtos químicos;
-
Tosse ou expectoração crônica ou dispnéia (dificuldade em respirar) de esforço;
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Deficiência de alfa1-antitripsnina.
O que pode contrariar a evolução ou progressão da DPOC?
Há evidência científica de que parar de fumar é a única medida que contraria, efetivamente, a evolução da doença pulmonar obstrutiva crônica e a que tem melhor relação custo/benefício. A oxigenoterapia de longa duração é a segunda medida, a seguir depois de parar de fumar.
Há evidência científica de que os doentes beneficiam de programas de exercício físico, que melhoram os sintomas de dispnéia e reduzem o grau de fadiga. O tratamento da doença está diretamente dependente da vontade e da capacitação do doente para aplicar o controle recomendado.
Como é que se faz o diagnóstico da DPOC?
O diagnóstico faz-se através da realização do exame designado espirometria. Trata-se do meio mais objetivo, padronizado e facilmente reprodutível de medir o grau de obstrução das vias aéreas. A espirometria permite também avaliar a gravidade da doença e orientar a adequada prescrição médica. Cria, ainda, a oportunidade de adoção de medidas para o controle de sintomas e prevenção de exacerbações, reduzindo consultas, internamentos hospitalares e absentismo laboral, bem como para a preservação da qualidade de vida do doente.
Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, mais possibilidade haverá de se retardar a evolução natural da doença.
Quais são os sintomas?
Os sintomas mais comuns são a tosse ou a produção de expectoração freqüente, dispnéia e história de exposição a fatores de risco para a doença.
Qual é o tratamento?
Os medicamentos servem quase unicamente para reduzir os sintomas e as complicações da doença, não existindo evidência de que alterem o inexorável declínio, a longo prazo, da função respiratória. Normalmente, são usados broncodilatadores para o controle dos sintomas.
Fonte:
Direção-Geral da Saúde
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