Lidar com problemas de saúde

Apesar de todos os cuidados, podem surgir alguns problemas de saúde. É importante aprender a lidar com eles.

Visão

 

À medida que se envelhece, diferentes alterações físicas podem provocar uma redução da visão.

Para manter os olhos saudáveis:

  • Faça exames médicos de rotina para detectar doenças que possam vir a afetar também a sua visão como, por exemplo, a hipertensão e a diabetes;

  • Faça um exame completo aos olhos de dois em dois anos.

Há alguns problemas de visão que são mais freqüentes na idade avançada, como por exemplo:

  • Presbitia: redução gradual da capacidade de focar objetos ou letras de imprensa pequenas. É comum em pessoas com idade superior a 40 anos.

Nota-se quando a pessoa afasta o que está lendo para a distância de um braço estendido. Algumas pessoas ficam com dores de cabeça ou sentem a vista cansada quando estão lendo.

  • Manchas voando: pequenas manchas que surgem no campo de visão, geralmente detectadas à luz do dia ou em quartos bem iluminados. Podem ser inofensivas, mas também podem ser sinais de alerta de doenças dos olhos, especialmente se forem acompanhadas de clarões súbitos.

  • Secura dos olhos: resulta da produção insuficiente de lágrimas e provoca comichão ou ardor nos olhos ou diminuição da visão. Use gotas especiais para os olhos, as chamadas lágrimas artificiais.

  • Excesso de lágrimas: pode ser sintoma de sensibilidade à luz, ao vento ou às alterações climáticas. Use óculos de sol, pois servem de proteção e ajudam a diminuir o problema. Mas também pode ser sinal de problemas mais graves, como a inflamação ou obstrução do canal lacrimal. E isso pode ser tratado.

  • Catarata: quando a lente transparente que existe dentro dos olhos começa a ficar opaca ou embaçada e impede a passagem da luz. Uma pequena intervenção cirúrgica consegue, em geral, bons resultados. Depois da intervenção vai, com certeza, conseguir voltar a ver com a ajuda de óculos ou de lentes de contacto.

  • Glaucoma: provocado por um aumento da pressão dos líquidos existentes dentro dos olhos. Provoca lesões e pode levar à cegueira. O diagnóstico precoce e um tratamento apropriado conseguem, em geral, impedir o seu agravamento e evitar a cegueira.

 

Cuide da sua visão

Quando a visão já não é boa, use-a nas melhores condições possíveis.

Leia apenas com luz muito boa (de preferência, luz natural), não utilize lâmpadas de fraca voltagem e coloque-as de forma a não encandearem. A luz fluorescente também é muito boa.

Leia livros com letras grandes. Compre cartas de jogar de tamanho grande ou utilize uma lupa. Aproxime-se o mais possível dos objetos (por exemplo, da televisão).

Quando andar de um lado para o outro, coloque um braço à sua frente, com o cotovelo dobrado, para se proteger de possíveis ferimentos caso vá contra uma parede, uma porta ou qualquer outro obstáculo.

Aprenda a reconhecer os objetos existentes em sua casa – portas, tapetes, cadeiras, mesas, sofás – e, se viver com outras pessoas, peça-lhes que não os mudem de lugar. Assim será mais fácil movimentar-se.

 

Audição

 

As dificuldades de audição devem-se a muitas causas. Na velhice, surgem, geralmente, de forma gradual e estão associadas a uma deficiência do nervo que transmite os estímulos do ouvido interno para o cérebro.

Quando começar a ouvir mal:

  • Reconheça que não ouve bem. Não se isole. Não há por que se sentir embaraçado ou zangado por não ser capaz de ouvir o que lhe dizem;

  • Não tenha vergonha de dizer às pessoas que não ouve bem, nem de lhes pedir para repetirem o que acabaram de dizer;

  • Reduza os ruídos de ambiente (rádio, televisão), pois podem interferir com a sua audição. Aumente a intensidade do som da campainha da porta e do telefone;

  • O cerúmen (cera) nos seus ouvidos pode reduzir mais a audição. Tente retirá-lo, mas não utilize fósforos ou algodão, pois se o fizer pode empurrar a cera ainda mais para dentro.

 

Olfato e paladar

 

Estes dois sentidos também podem diminuir com a idade. É natural que passe a apreciar menos o sabor dos alimentos.

A conseqüência mais importante é deixar de reconhecer o cheiro do gás ou o cheiro e o sabor da comida estragada. Assim, utilize eletricidade em vez de gás, de preferência, e não guarde a comida durante muito tempo.

 

Tacto

 

O sentido do tacto, nas mãos e nos pés, também pode diminuir (em especial se sofrer da diabetes), podendo, por isso, ferir-se com mais facilidade.

Se sentir a diminuição do tacto:

  • Aprenda a proteger as mãos, olhando para elas quando está a fazer alguma coisa. Os olhos podem transmitir-lhe mensagens que as mãos não conseguem. Por exemplo, quando vê uma panela ao fogo, sabe que está quente e não deve pegar-la sem luvas ou pano.

  • Utilize sapatos em todas as ocasiões. Tome cuidado ao andar por superfícies acidentadas; escolha os locais onde vai colocar os pés, para não os torcer e para não os machucar nas pedras ou superfícies agudas. Examine as mãos e os pés todos os dias para ver se estão feridos e, se tiverem alguma ferida, trate-a.

 

 

Falta de ar

 

Quando nos sentimos bem ou estamos a descansar, não temos consciência do ato de respirar. Quando fazemos exercício suave ou moderado, tomamos consciência da respiração, mas não sentimos desconforto.

No entanto, quando fazemos um esforço maior, ficamos conscientes da respiração de um modo mais desagradável. Uma pessoa idosa que não faça exercício com regularidade, pode sentir dificuldade em respirar a seguir a um pequeno esforço.

A essa sensação desagradável de dificuldade em respirar dá-se o nome de falta de ar (não ter ar suficiente ou sensação de asfixia, dificuldade em respirar fundo ou, ainda, um aperto no peito).

A falta de ar também pode ser sintoma de doença cardíaca ou pulmonar, particularmente se for sentida quando se está em repouso, ao sentar ou levantar, ou quando acorda a meio da noite.

A falta de ar pode ter uma causa bem definida. Consulte um médico, pois ele pode ajudá-lo com medicamentos e outros tratamentos.

Se sentir falta de ar ao subir escadas ou a andar, pare várias vezes para descansar até sentir que a respiração normalizou.

 

 

Vertigem

 

A vertigem é a sensação de que o nosso corpo, ou aquilo que nos rodeia, está a andar à volta. Pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e, por vezes, originar quedas.

As vertigens podem ter várias causas, mas estão associadas, na maior parte das vezes, a doenças do ouvido interno, principalmente em pessoas com problemas de audição.

Quando ocorrerem, pode ter dificuldade em manter-se de pé. Nesse caso, procure deitar-se em posição confortável. Consulte o médico se o sintoma for muito intenso e persistente, ou peça ao médico que vá a sua casa.

 

 

Osteoporose

 

A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução acentuada da densidade óssea. Os ossos tornam-se mais frágeis e fraturam-se nas quedas e traumatismos de pouca importância. Desenvolve-se lentamente. Durante vários anos progride sem provocar queixas nem apresentar sintomas.

As fraturas mais freqüentes na pessoa com osteoporose são as do fêmur e as dos ossos do punho.

Uma radiografia pode revelar a existência de compressões vertebrais.

A osteoporose é mais acentuada nas mulheres, por causa da menopausa.

É, também, acelerada pela falta de exercício físico, excessiva permanência na cama, imobilização, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

A osteoporose pode ser prevenida – ou pelo menos retardada – com uma dieta rica em cálcio, especialmente à base de leite e produtos lácteos, legumes de folha verde (espinafres e brócolos) e peixe com espinhas (sardinhas).

As pessoas idosas precisam de uma dose diária de cálcio de 800 miligramas.

Se tiver falta de vitamina D, a exposição ao sol só lhe trará benefícios.

O seu médico pode aconselhar medicação.

 

 

Artrose

 

É uma degenerescência da cartilagem das articulações que produz dor. Consulte o médico.

 

 

Doença de Parkinson

 

Doença degenerativa e progressiva do cérebro que causa tremor, rigidez muscular, dificuldade nos movimentos e desequilíbrio.

 

 

Incontinência

 

A incontinência é a incapacidade de reter a urina. Não é uma doença, mas pode ser sintoma de uma enfermidade que deve ser identificada e tratada. Não deixe que o pudor o impeça de pedir ajuda.

A incontinência não é provocada pela velhice, mas sim por uma doença subjacente ou por um medicamento que está a tomar.

Informe-se também sobre o cancro da próstata ou cancro na glândula prostática (nos homens).

Há dois tipos de incontinência:

  • Incontinência aguda: transitória, pode ser secundária a uma doença (especialmente se a doença se acompanha de confusão mental e febre alta) e dever-se ao fato da pessoa estar acamada ou resultar de uma infecção urinária. Este tipo de incontinência desaparece quando a causa subjacente é tratada.

  • Incontinência crônica: persistente e que pode assumir quatro formas:

  1.  

    1. Incontinência de esforço - perda de pequenas quantidades de urina com a tosse, o riso, o espirro ou durante o exercício. É mais freqüente nas mulheres e deve-se à pressão exercida sobre a bexiga);

    2. Incontinência-urgência - consiste na perda de grandes quantidades de urina e resulta da incapacidade de evitar a contração da bexiga;

    3. Incontinência por excesso - resulta da pressão exercida sobre uma bexiga demasiado cheia (por exemplo, devido a uma próstata aumentada);

    4. Incontinência funcional - resulta de um atraso na chegada a tempo à casa de banho, devido a problemas de mobilidade, inconveniente localização ou má adequação das instalações sanitárias.

O tratamento da incontinência persistente depende da situação que a provocou. Pode consistir em medicação, exercícios para o fortalecimento dos músculos, utilização de sondas que recolhem a urina para um saco coletor ou intervenção cirúrgica.

Pode adquirir roupas interiores especiais que absorvam a urina (não são mais grossos que os aborventes normais).

Mas, antes, siga os seguintes conselhos:

  • Nunca deixe a bexiga encher-se completamente e esvazie bem a bexiga cada vez que vai à casa de banho.

  • Mantenha horários fixos para ir à casa de banho (a incontinência funcional pode ser melhorada desta forma).

Procure a ajuda de um médico, qualquer que seja o caso.

 

 

Outras doenças tipicamente geriátricas

 

  • Úlceras por pressão - úlceras da pele devido a uma pressão prolongada;

  • Hiperplasia prostática benigna - consiste no aumento do volume da próstata que obstrui o fluxo de urina;

  • Leucemia linfática crônica;

  • Gamapatias monoclonais - trata-se de um grupo de doenças caracterizado pela proliferação de um tipo específico de células que produzem grandes quantidades de imunoglobulina;

  • Herpes zoster - é uma recidiva do vírus latente da varicela. Causa uma erupção na pele e pode provocar dor durante muito tempo;

  • Icto - é a obstrução ou ruptura de um vaso sanguíneo do cérebro. Provoca falta de forças, perda da sensibilidade, dificuldade em falar e outros problemas neurológicos.

 

Fonte:
Direção-Geral da Saúde

 

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