Câncer de Mama

Detectar de forma precoce o câncer da mama aumenta as probabilidade de cura. Saiba como!

O que é o câncer da mama?

 

O câncer da mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. É muito mais freqüente nas mulheres, mas pode atingir também os homens.

O câncer da mama apresenta-se, muitas vezes, como uma massa dura e irregular que, quando apalpada, se diferencia do resto da mama pela sua consistência.

Que cuidados se devem ter para detectar o câncer da mama?

 

O diagnóstico precoce do câncer da mama é fundamental, pois aumenta as hipóteses de cura. Evita que o câncer se espalhe para outras partes do corpo, favorecendo o prognóstico, a recuperação e a reabilitação.

Para que seja diagnosticado de forma precoce, é importante que:

 

  • Faça um auto-exame das mamas mensalmente, após o período menstrual;

  • Vá ao médico especialista em patologia mamária uma vez por ano;

  • Participe em programas de rastreio.

O exame clínico da mama pode confirmar ou esclarecer o seu auto-exame.

 

Quais são os sintomas mais comuns no câncer da mama?

 

  • Aparecimento de nódulo/endurecimento da mama ou debaixo do braço (na axila);

  • Mudança no tamanho ou no formato da mama;

  • Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da aréola;

  • Corrimento pelo mamilo, com ou sem sangue;

  • Retração da pele da mama ou do mamilo.

Ao sentir qualquer alteração nas mamas deve consultar o seu médico imediatamente.

 

Como é feito o diagnóstico clínico do câncer da mama?

 

Para fazer o diagnóstico, o médico submeterá a mulher a um cuidadoso exame clínico e fará algumas perguntas sobre a história familiar. Fará também a palpação das mamas com as mãos, pois só assim poderá sentir a presença de um nódulo. O médico poderá solicitar alguns exames, tais como:

 

  • Mamografia: o principal exame das mamas, realizado através de raios X específicos para examinar as mamas. Como é muito preciso, permite ao médico saber o tamanho, localização e as características de um nódulo com apenas alguns milímetros, quando ainda não poderia ser sentido na palpação.

Faça uma mamografia de rotina sempre que solicitada pelo seu médico.

 

  • Ultrassonografia (ecografia): deve complementar sempre a mamografia e informa se o nódulo é sólido ou contém líquido (quisto).

  • Citologia aspirativa: com uma agulha fina e uma seringa, o médico aspira certa quantidade de líquido ou uma pequena porção do tecido do nódulo para exame microscópico. Esta técnica esclarece se é um quisto (preenchido por líquido), que não é câncer, ou de um nódulo sólido, que pode ou não corresponder a um câncer.

  • Biópsia: procedimento (cirúrgico ou não) para colher uma amostra do nódulo suspeito. O tecido retirado é examinado ao microscópio pelo patologista. Este procedimento permite confirmar se estamos perante um câncer da mama.

  • Receptores hormonais (estrógenio e progesterona): caso a biópsia permita o diagnóstico de um câncer, estes testes de laboratório revelam se as hormonas podem ou não estimular o seu crescimento. Com esta informação, o médico pode decidir se é ou não aconselhável incluir no plano de terapêutico um tratamento à base de antagonistas daquelas hormonas, isto é, medicamentos que contrariam o seu efeito. A amostra do tecido do tumor é colhida durante a biópsia.

 

Caso a biópsia detecte um tumor maligno, outros testes laboratoriais serão feitos no tecido para que se obtenham mais dados a respeito das características do tumor.

Também poderão ser solicitados exames - raios X, exames de sangue, ecografia, cintilograma (exame no qual uma pequena quantidade de um produto radioativo é utilizado para obter imagens) ósseo, provas de função hepática etc. - para verificar se o câncer está presente em outros órgãos do corpo.

Todos os testes e exames solicitados e a definir pelo médico têm como objetivo avaliar a extensão e o estádio da doença no organismo

O sistema de estudo do câncer da mama leva em conta o tamanho do tumor, o envolvimento de gânglios linfáticos da axila próxima à mama e a presença ou não de metástases à distância.

 

Há vários tipos de câncer da mama?

 

Sim. O tratamento e o prognóstico variam de doente para doente e em função do tipo de tumor.

Quase todos os tumores malignos da mama têm origem nos ductos ou nos lóbulos da mama, que são tecidos glandulares. Os dois tipos mais freqüentes são o carcinoma ductal e o carcinoma lobular.

  • Carcinoma ductal “in situ” (CDIS): é o tumor da mama não invasivo mais freqüente. Praticamente todas as mulheres com CDIS podem ser curadas. A mamografia é o melhor método para diagnosticar o câncer da mama nesta fase precoce.

  • Carcinoma lobular “in situ” (CLIS): embora não seja um verdadeiro câncer, o CLIS é, por vezes, classificado como um câncer da mama não invasivo. Muitos especialistas pensam que o CLIS não se transforma num carcinoma invasor, mas as mulheres com esta neoplasia têm um maior risco de desenvolver câncer da mama invasor.

  • Carcinoma ductal invasor (CDI): este é o câncer da mama mais frequente. Tem origem nos ductos e invade os tecidos vizinhos. Nesta fase pode disseminar-se através dos vasos linfáticos ou do sangue, atingindo outros órgãos. Cerca de 80 por cento dos câncers da mama invasores (ou invasivos) são carcinomas ductais.

  • Carcinoma lobular invasor (CLI): tem origem nas unidades produtoras de leite, ou seja, nos lóbulos. À semelhança do CDI, pode disseminar-se para outras partes do corpo. Cerca de dez por cento dos câncers da mama invasores são carcinomas lobulares.

  • Carcinoma inflamatório da mama: este é um câncer agressivo, mas raro.

 

Há ainda outros tipos de câncer da mama mais raros, como o Carcinoma Medular, o Carcinoma Mucinoso, o Carcinoma Tubular e o Tumor Filóide Maligno, entre outros.

 

Como se trata o câncer da mama?

 

A escolha entre as diversas opções de tratamento depende do estádio da doença, do tipo do tumor e do estado geral de saúde da paciente. O especialista em patologia mamária é o profissional médico mais indicado para avaliar e escolher o tratamento mais adequado a cada caso.

Dependendo das necessidades de cada doente, o médico poderá optar por um ou pela combinação de dois ou mais tratamentos.

  • Cirurgia: é o tratamento inicial mais comum e o principal tratamento local. O tumor da mama será removido, assim como os gânglios linfáticos da axila. Estes gânglios filtram a linfa que flui da mama para outras partes do corpo e é através deles que o câncer pode alastrar. Existem vários tipos de cirurgia para o câncer da mama, que são indicados de acordo com a fase evolutiva do tumor, a sua localização ou o tamanho da mama.

  • Radioterapia: utiliza raios de alta energia que têm a capacidade de destruir as células cancerosas e impedir que elas se multipliquem. Tal como a cirurgia, a radioterapia é um tratamento local. A radiação pode ser externa ou interna.

  • Quimioterapia: é a utilização de drogas que agem na destruição das células malignas. Podem ser aplicadas através de injeções intramusculares ou endovenosas ou por via oral.

  • Hormonoterapia: tem como finalidade impedir que as células malignas continuem a receber a hormona que estimula o seu crescimento. O tratamento pode incluir o uso de drogas, que modificam a forma de atuar das hormonas, ou a cirurgia, que remove os ovários - órgãos responsáveis pela produção dessas hormonas. Da mesma maneira que a quimioterapia, a terapia hormonal atua nas células do corpo todo.

  • Reabilitação: vem auxiliar os métodos de tratamento para que a paciente tenha melhor qualidade de vida. É feita através da cirurgia plástica de reconstrução e dos serviços médicos de apoio (fisioterapia, psicologia, etc.).

 

O tratamento cirúrgico é para tirar a mama?

 

Não necessariamente. Há diferentes tipos de cirurgia usados no tratamento de câncer da mama:

  • Tumorectomia: é a cirurgia que remove apenas o tumor. Em seguida, aplica-se a terapia por radiação. Às vezes, os gânglios linfáticos das axilas são retirados como medida preventiva. É aplicada em tumores mínimos.

  • Quadrantectomia: é a cirurgia que retira o tumor, uma parte do tecido normal que o envolve e o tecido que recobre o peito abaixo do tumor. É, pois, um tratamento que conserva a mama. A radioterapia é aplicada após a cirurgia.

  • Mastectomia simples ou total: é a cirurgia que remove apenas a mama. Às vezes, no entanto, os gânglios linfáticos mais próximos também são removidos. É aplicada em casos de tumor difuso. Pode manter-se a pele da mama, que auxiliará muito a reconstrução plástica.

  • Mastectomia radical modificada: é a cirurgia que retira a mama, os gânglios linfáticos das axilas e o tecido que reveste os músculos peitorais.

  • Mastectomia radical: é a cirurgia que retira a mama, os músculos do peito, todos os gânglios linfáticos da axila, alguma gordura em excesso e pele. Raramente utilizada.

Para todos os tipos de mastetomia é recomendado a utilização de proteses mamarias para melhorar a qualidade de vida e a autoestima muito importantes na recuperação da paciente após a intervenção cirúrgica.

Caso desejse, entre em contato com nossos funcionarios na Cirúrgica Tucuruvi para saber qual a melhor protese a utilizar em cada caso!

 

Fonte adaptada:
Direção-Geral da Saúde

 

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